5 regras e costumes absurdos que existiam na antiga Hollywood

Fatos e regras bizarras da antiga Hollywood que tornavam a vida dos astros muito menos encantadora do que parecia.

| Em 19/05/2025 18:22

Durante a Era de Ouro de Hollywood, entre o final da década de 1920 e início de 1960, o glamour que aparecia nas telas escondia um sistema de bastidores rígido, controlador e muitas vezes cruel. Enquanto os cinemas se enchiam de espectadores, os atores viviam sob contratos que os transformavam, na prática, em propriedades dos estúdios.

Inclusive, as regras impostas a eles iam muito além da atuação: controlavam aparência, comportamento, relacionamentos e até o que eles vestiam fora dos sets.

Eles eram obrigados a aceitar qualquer papel que o estúdio quisesse

Na Hollywood clássica, os estúdios funcionavam como fábricas, e os atores, como funcionários contratados em regime quase militar. Portanto, eles não escolhiam papéis; simplesmente obedeciam.

Sendo assim, se um produtor achava que uma atriz deveria fazer cinco filmes no mesmo ano, ainda que ela estivesse esgotada ou achasse o roteiro fraco, ela tinha que aceitar.

Aliás, muitos contratos estipulavam penalidades para atores que se recusassem a trabalhar. A propósito, foi exatamente isso que motivou Olivia de Havilland a enfrentar a Warner Bros. nos tribunais, depois de se recusar a interpretar personagens que ela considerava repetitivos e mal escritos.

Ela, aliás, venceu o processo e abriu as portas para que atores passassem a ter mais controle sobre suas próprias carreiras.

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Atrizes não podiam usar calças, mesmo fora dos filmes

Entre as regras mais ridículas e controladoras, estava a de que mulheres não deviam ser vistas usando calças. Isso porque para os estúdios da época, feminilidade estava diretamente ligada ao uso de vestidos e saias. A situação era absurda a ponte de que, mesmo longe das câmeras, as atrizes precisavam manter esse "padrão".

Katharine Hepburn foi uma das primeiras a desafiar essa ideia, comprando briga com os figurantes da RKO quando esconderam suas calças para forçá-la a se vestir “como uma dama”. Em resposta, ela simplesmente andou pelo set só de calcinha até que devolvessem sua roupa.

A vida amorosa era controlada por contrato

Apaixonar-se, namorar ou casar podia ser um problema, e dos grandes. Afinal de contas, os estúdios controlavam com rigor a imagem pública de seus artistas e consideravam qualquer relacionamento não aprovado uma ameaça ao lucro.

Celebridades gays, por exemplo, eram forçadas a entrar em casamentos falsos com o sexo oposto, em uma tentativa de esconder sua orientação sexual do público. Além disso, namoros entre pessoas de etnias diferentes eram um tabu fortíssimo.

Sammy Davis Jr., por exemplo, chegou a ser ameaçado por figuras da máfia, por estar namorando Kim Novak, uma estrela branca do estúdio.

Pílulas eram usadas como rotina para lidar com a exaustão

A rotina de trabalho era tão cansativa e longa que muitas estrelas simplesmente não aguentavam, a menos que fossem mantidas acordadas e produtivas à base de drogas.

Com isso, estimulantes como anfetaminas eram distribuídos quase como café, para que os atores aguentassem jornadas de até 72 horas seguidas, especialmente em musicais e grandes produções.

Judy Garland, por exemplo, foi submetida a esse tipo de tratamento desde muito nova.

Aliás, a prática era normalizada a ponto de ninguém questionar os efeitos colaterais. Então, quando alguém demonstrava sinais de esgotamento, ao invés de descanso, recebia mais pílulas.

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Se ser um adulto em Hollywood já era difícil, ser uma criança era ainda mais arriscado. Para se ter uma ideia, os atores mirins eram contratados por longos períodos e, uma vez que um juiz aprovava o contrato, não havia volta, mesmo que a criança estivesse sendo explorada.

Até mesmo seus próprios pais podiam gastar todo o dinheiro que ganhavam, sem que houvesse punição.

Foi esse o caso de Jackie Coogan, um astro infantil dos anos 1920 que descobriu, já adulto, que sua mãe e seu padrasto haviam torrado praticamente toda sua fortuna.

Isso motivou a criação de uma lei para proteger o patrimônio de atores mirins, mas demorou até ter algum efeito prático.

Além disso, estrelas como Shirley Temple e Elizabeth Taylor enfrentaram jornadas exaustivas, pouca educação e exposição precoce a ambientes nada apropriados para crianças.

  • Jéssica Bernardo

    Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.

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