‘O Brutalista’ é baseado em uma história real? Veja as inspirações do filme!

Descubra as inspirações por trás do filme "O Brutalista".

| Em 13/03/2025 0:36

Adrien Brody em "O Brutalista" (A24)
O filme "O Brutalista", dirigido por Brady Corbet e estrelado por Adrien Brody, chamou a atenção do público com sua boa história. Mas uma pergunta tem sido frequente entre os espectadores: o filme é baseado em uma história real? Então, aqui vamos falar sobre a resposta para essa questão e as inspirações do filme.

A história do filme

O filme narra a trajetória de László Tóth, um arquiteto húngaro e judeu que sobreviveu ao Holocausto.Fugindo da Europa no fim da década de 1940, ele se encontra em condições difíceis nos Estados Unidos, enfrentando pobreza e dependência química. Mas, sua sorte começa a mudar quando ele recebe financiamento de Harrison Van Buren, um homem do ramo industrial que o contrata para construir um centro comunitário na Pensilvânia.Apesar da aparente oportunidade, László precisa enfrentar grandes obstáculos durante a construção. Inclusive, muitos desses desafios são impostos pelo próprio Van Buren, cuja relação com o arquiteto se torna cada vez mais sombria e abusiva.O filme tem como temas centrais o trauma do pós-guerra e as dificuldades enfrentadas por imigrantes.LEIA MAIS: "Velozes e Furiosos": 8 grandes curiosidades sobre o filme

O filme "O Brutalista" é baseado em uma história real?

Bem, apesar da sensação de realismo transmitida pela história, o filme não é baseado em uma história real. Isso porque o personagem László Tóth não existiu de fato, e a história do filme é uma obra de ficção. Mas, ainda assim, o diretor Brady Corbet e sua co-roteirista, Mona Fastvold, se inspiraram em várias figuras históricas, livros e eventos reais para construir a história do filme.Inclusive, Brady Corbet mencionou em entrevista ao The Austin Chronicle que a inspiração para o filme veio de vários arquitetos e teóricos da arquitetura.Aliás, um dos nomes mais importantes citados pelo diretor é Jean-Louis Cohen, um historiador da arquitetura que atuou como consultor no filme. O livro "Architecture in Uniform: Designing and Building for the Second World War", de Cohen, ajudou a criar os temas abordados no filme, explorando como a arquitetura pós-guerra estava muito ligada à psicologia do período.Além disso, outro livro que influenciou a história do filme foi "Marcel Breuer and a Committee of Twelve Plan a Church: A Monastic Memoir", de Hilary Thimmesh, que detalha o complexo relacionamento entre um arquiteto e seus clientes.LEIA MAIS: 5 filmes de super-heróis que não são baseados em quadrinhosOutros arquitetos citados por Corbet como referências para László incluem László Moholy-Nagy, Paul Rudolph e Ludwig Mies van der Rohe, todos eles figuras importantes na arquitetura moderna.Curiosamente, existiu um homem chamado László Tóth na vida real, mas ele era um geólogo húngaro conhecido por vandalizar a estátua Pietà de Michelangelo em 1972. Contudo, Corbet e Fastvold afirmam que a escolha do nome para o protagonista foi uma coincidência, já que "László Tóth" é um nome extremamente comum na Hungria.

O que é o brutalismo?

O brutalismo é um estilo arquitetônico que surgiu no pós-guerra, e é caracterizado por sua simplicidade, uso do concreto aparente e linhas geométricas.No filme, Corbet utiliza esse estilo como uma metáfora visual para o trauma do pós-guerra e a experiência dos imigrantes.O diretor ainda explicou que o brutalismo serviu como "a representação perfeita para falar sobre o trauma do pós-guerra", já que muitos dos materiais usados na construção brutalista foram originalmente desenvolvidos para tempos de guerra. Ele também apontou como esse estilo arquitetônico reflete a luta enfrentada pelos personagens da história.LEIA MAIS: Lista dos 10 atores mais bem pagos de 2024 traz valores milionáriosAlém disso, Corbet citou a cidade italiana de Carrara como uma influência importante para o filme. Inclusive, a cidade, conhecida por suas enormes pedreiras de mármore, aparece em uma das cenas do filme. O diretor descreveu o local como "um símbolo visual do impacto do capitalismo no mundo”.
  • Jéssica Bernardo

    Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.

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