6 coisas que os filmes do Superman retratam de maneira errada

Veja alguns erros que os filmes cometem ao retratar a história de Superman.

| Em 27/07/2025 9:00

Superman é um dos super-heróis mais antigos e famosos da cultura pop, e não é à toa que já estrelou dezenas de filmes, séries e animações. Mesmo assim, os filmes com o Homem de Aço sempre cometem os mesmos erros, ou deixam de explorar características importantes do personagem.

No fundo, seja tentando modernizar demais ou jogando seguro demais, o cinema raramente mostra tudo o que Superman pode ser.

Smallville é muito mais do que só o início da história

Para começar, vale lembrar que Superman não nasceu herói e sim se tornou um. E boa parte desse processo aconteceu em Smallville, a cidadezinha rural do Kansas onde Clark Kent cresceu e que foi foco de uma série de TV de mesmo nome.

Acontece que os filmes geralmente tratam esse local como um simples cenário de origem, como se só servisse para mostrar o começo da história e, depois, a trágica morte do pai adotivo.

No entanto, o que se perde nessa visão é o coração do personagem. Afinal de contas, Smallville é onde ele aprendeu sobre humanidade, empatia, humildade e a importância de ajudar sem esperar algo em troca.

Inclusive, são esses valores, muito mais do que qualquer poder kryptoniano, que fazem parte de quem é o Superman.

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Clark Kent nunca evolui como personagem

Além disso, outro problema que sempre acontece é a falta de evolução de Clark ao longo das histórias. Isso porque cada nova versão cinematográfica parece forçar uma espécie de “recomeço eterno”, como se o público precisasse ver a origem do Superman mais uma vez, ou assistir ao herói enfrentando as mesmas dúvidas sobre seu lugar no mundo.

Mas nos quadrinhos, Clark cresce. Inclusive, ele vira marido, pai, mentor, e até mesmo símbolo político em alguns casos.

Enquanto isso, no cinema, ele parece preso a um ciclo repetitivo de autodescoberta, sem nunca ultrapassar a fase inicial do herói em formação.

Existem mais do que somente dois vilões

Outro ponto curioso é que, apesar de décadas de histórias e uma galeria riquíssima de vilões, os filmes parecem só conhecer dois nomes: Lex Luthor e General Zod. Afinal de contas, eles sempre voltam, com estilos ou atores diferentes, mas ainda assim, são sempre eles.

Enquanto isso, inimigos como Brainiac, Parasita, Bizarro e Mongul são deixados de lado, apesar de suas histórias interessantes e do potencial visual que poderiam oferecer ao cinema.

Falta senso de humor ao herói

Outro erro comum é retratar o Superman como um personagem sempre sério e atormentado. Claro, ele enfrenta inimigos e carrega uma enorme responsabilidade, mas isso não significa que ele não possa rir, brincar ou ser leve de vez em quando.

Nos quadrinhos, por exemplo, o Superman transparece seu bom humor, seus trocadilhos e sua capacidade de encontrar beleza nas pequenas coisas. Ele é aquele cara que faz piada de pai, que se diverte com a vida dupla e que encara o absurdo do dia a dia com otimismo.

Ele não lidera como deveria

Apesar de ser o herói mais poderoso do universo DC, Superman raramente assume o papel de líder nos filmes.

Em várias adaptações, ele entra em cena depois que os outros já estão reunidos, como se fosse apenas mais um reforço e, em algumas, é até tratado como uma possível ameaça.

Por outro lado, nos quadrinhos, ele é a liderança moral da Liga da Justiça, alguém que inspira confiança até mesmo no Batman. Sua liderança, aliás, não vem da força bruta, mas da capacidade de motivar, ouvir e dar o exemplo.

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Seu relacionamento com o governo não é como o mostrado nos filmes

Por fim, um ponto que costuma ser tratado de forma superficial nos filmes é a relação entre Superman e o governo.

Na maioria das adaptações, ele aparece como alguém a serviço das autoridades ou, em alguns casos, como uma ameaça que precisa ser vigiada de perto. Nos quadrinhos, porém, essa dinâmica é bem mais complexa.

Há momentos em que ele colabora com instituições oficiais, sim, mas sempre com cautela, preservando sua autonomia e colocando seus valores acima de qualquer comando político. Ou seja, ele não é um soldado a serviço de ninguém.

  • Jéssica Bernardo

    Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.