‘O Sexto Sentido’: diretor revela como criou momento chocante do filme

O filme “O Sexto Sentido”, lançado em 1999, catapultou M. Night Shyamalan para a fama como diretor e roteirista, e se tornou um marco no cinema devido à sua reviravolta chocante e inesperada. Essa reviravolta é lembrada como uma das mais icônicas do cinema. Inclusive Shyamalan já discutiu em várias entrevistas como chegou a esse momento do roteiro. LEIA MAIS: Nova série coreana reunirá estrelas de ‘Cobra Kai’ Então se você ficou curioso(a), vem com a gente conferir o que o diretor revelou sobre a origem desse plot twist.

A origem da reviravolta

Em uma entrevista à GQ (veja em inglês aqui), Shyamalan detalhou todo o processo que levou à criação do momento mais chocante do filme. Segundo ele, o filme parecia “muito linear” e precisava de algo mais, uma “engrenagem extra”, para realmente engajar o público e transmitir uma mensagem mais profunda. Assim, Shyamalan descreveu seu processo criativo como uma exploração dos personagens, especialmente do psicólogo infantil Dr. Malcolm Crowe, interpretado por Bruce Willis. Além disso, o diretor conta que se perguntou: “Um cara que está tratando de um garoto que acha que vê fantasmas, o que poderia acontecer com isso?” Essa linha de pensamento o levou a contemplar o conceito de vida após a morte de maneira mais aprofundada. E foi durante esse processo de reflexão que Shyamalan teve a ideia brilhante ideai: e se o próprio Dr. Crowe estivesse morto durante todo o filme? Segundo o diretor, esse momento de inspiração como algo que “floresceu” de maneira natural durante a escrita.

A reviravolta em “O Sexto Sentido”

A reviravolta em “O Sexto Sentido” é revelada no clímax do filme, quando o público descobre que o Dr. Malcolm Crowe está morto desde o início da trama. Para refrescar a sua memória, o filme começa com Crowe sendo baleado por um antigo paciente, e o público é levado a acreditar que ele sobreviveu. No entanto, a revelação final mostra que Crowe estava morto o tempo todo. Logo, suas interações com Cole Sear (Haley Joel Osment) , o menino que vê pessoas mortas, são, na verdade, manifestações do seu espírito tentando encontrar paz.
Sexto Sentido (1999 – Buena Vista Pictures)
Portanto, como não poderia ser diferente, esse momento chave redefine toda a narrativa do filme e dá novo significado a todas as cenas anteriores. Assim, as interações de Crowe com outros personagens ganham uma nova dimensão à medida que o público percebe que ele nunca foi visto ou ouvido por ninguém além de Cole. Além disso, a frase icônica “Eu vejo gente morta” ganha um peso ainda maior quando se descobre que Crowe é uma dessas pessoas.

O impacto da reviravolta nos trabalhos de Shyamalan

Após o sucesso de “O Sexto Sentido”, M. Night Shyamalan passou a ser associado a viradas surpreendentes em seus filmes. LEIA MAIS: Netflix lança teaser da 2ª temporada de ‘Round 6’ – mas mantém suspense! Dessa forma, essa característica se tornou uma marca registrada do diretor e foi utilizada em vários de seus trabalhos subsequentes. Dentre eles, “Corpo Fechado” (2000), “Sinais” (2002) e “A Vila” (2004). No entanto, embora os plot twists tenham se tornado um recurso eficaz em muitos de seus filmes, também gerou críticas. Isso porque alguns críticos e espectadores passaram a esperar uma reviravolta em cada filme de Shyamalan Como consequência, às vezes levou a desapontamentos quando a expectativa não era atendida ou quando o twist parecia forçado. De qualquer maneira, é inegável que a habilidade de Shyamalan em criar momentos surpreendentes e impactantes continua a ser uma de suas maiores forças como cineasta. E você, também ficou surpreso com algumas das histórias do profissional?

Publicado por

Jéssica Bernardo

Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.

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