Lançado nos cinemas em abril de 2024, “Abigail” chegou com pinta de produção ousada, com direção da dupla Radio Silence (os mesmos de “Pânico” e “Pânico VI”), orçamento de 28 milhões de dólares, e uma proposta moderna inspirada no clássico “A Filha de Drácula” (1936), da era dos Monstros da Universal. Ainda assim, o filme não empolgou o público nas telonas e encerrou sua exibição com uma bilheteria tímida de 43 milhões de dólares.
Mas a virada veio com o streaming. Desde que entrou no catálogo da Peacock nos Estados Unidos, o longa explodiu em audiência e chegou ao Top 3 dos filmes mais vistos da plataforma, superado apenas por “A Múmia” e “Gato de Botas 2: O Último Pedido”.
Sangue, sequestro e surpresas – o que esperar da história?
A história gira em torno de um grupo de criminosos que sequestra uma garotinha aparentemente indefesa chamada Abigail. O plano é mantê-la em uma mansão isolada enquanto exigem o resgate. Mas o que eles não esperavam era que a menina tivesse algo… digamos, diferente.
Na prática, o filme tem elementos de terror, suspense e humor ácido, e tudo fica mais interessante quando revela que a pequena não é apenas uma vítima, mas sim uma criatura sobrenatural com sede de vingança.
A ambientação claustrofóbica e o jogo psicológico entre os sequestradores e a garota criam uma tensão crescente, com muitas surpresas e cenas visualmente chocantes.
Ótimo elenco e direção ousada
O elenco é um dos grandes trunfos de “Abigail”. Melissa Barrera, que ganhou projeção internacional como Sam Carpenter nos filmes “Pânico” (2022) e “Pânico VI” (2023), interpreta Joey, uma médica militar em recuperação do vício que tenta manter a sanidade enquanto tudo ao redor desmorona.
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O time de sequestradores conta com Dan Stevens, Kathryn Newton, Kevin Durand, Will Catlett e Angus Cloud, todos motivações bem questionáveis.
Do outro lado, Alisha Weir, que já havia impressionado em “Matilda: O Musical”, rouba a cena como Abigail. Ainda completam o elenco Giancarlo Esposito, como o cérebro por trás do sequestro, e Matthew Goode, interpretando Kristof Lazaar, o pai da menina e figura misteriosa da alta criminalidade.
A direção de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett acerta em cheio ao brincar com os clichês do terror e subverter expectativas, algo que já vinha sendo sua marca registrada desde “Pânico” (2022).
Crítica, recepção e futuro incerto
Mesmo sem um estouro de bilheteria, “Abigail” agradou a crítica. No Rotten Tomatoes, o filme ostenta 83% de aprovação, com elogios à tensão bem construída e à performance afiada de Barrera e Weir. Já no IMDb, a nota média dos usuários é 6,5/10, bem sólida para o gênero.
A produção chegou a receber duas indicações ao Saturn Awards e foi celebrada por sua criatividade na abordagem de um tema clássico com toques modernos. Melissa Barrera chegou a comentar em entrevistas que adoraria uma continuação, principalmente pela chance de interpretar uma vampira. Mas também reconheceu os desafios, uma vez que a personagem-título não poderia “envelhecer” visivelmente, o que dificulta pensar em um retorno da mesma atriz.
Até o momento, não há confirmação de sequência. Ainda assim, “Abigail” já garantiu seu lugar como um dos sleeper hits do terror recente. Daqueles que o público descobre depois, se apaixona e recomenda como se fosse um segredo bem guardado.
Onde assistir “Abigail”
No momento de fechamento desta matéria, “Abigail” está disponível no catálogo do serviço de streaming Prime Video.
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