Elsa e Olaf (Foto: Reprodução)

7 falhas que você vai encontrar em filmes modernos da Disney

Apesar de ser uma potência indiscutível no entretenimento, nem tudo que a Disney lança é impecável. Afinal de contas, alguns filmes recentes, dentre eles animações inéditas ou remakes live-action, têm cometido erros que parecem pequenos à primeira vista, mas que acabam comprometendo a consistência das histórias ou até confundindo o público.

Separamos a seguir alguns deles. Confira com a gente!

A falta de explicação mais clara para os limites dos poderes de Elsa

Foto: Disney/Reprodução

Para começar, não tem como ignorar o mistério que envolve os poderes de Elsa em Frozen e Frozen II.

Ao longo da trama, os limites da magia da personagem continuam cercados de dúvidas. Na história, aprendemos que ela controla o gelo e até é revelado que se trata de uma “bênção dos espíritos da natureza”, mas a explicação parece mais simbólica do que prática.

Afinal, como ela consegue criar vestidos sofisticados do nada ou dar vida a criaturas como o Olaf? Essas ações aparecem como manifestações da mesma magia do gelo, porém sem especificações de alcance, duração ou custo.

Essa falta de clareza enfraquece o impacto da personagem e impede o público de entender realmente quem Elsa é e até onde ela pode ir com seus poderes.

A contradição na amizade de Mike e Sulley em “Monstros S.A.“

Foto: Disney/Pixar/Reprodução

Em “Monstros S.A.”, Mike Wazowski solta uma daquelas frases que parecem só uma piada: “Você tem inveja da minha beleza desde a quarta série”. Isso dá a entender que ele e Sulley se conhecem desde pequenos.

Só que “Universidade Monstros”, lançada anos depois como prequela, mostra claramente que os dois só se encontraram na faculdade. A contradição salta aos olhos e quebra a continuidade do universo da franquia.

Claro, é fácil dizer que foi uma licença criativa, mas, para muitos fãs, o buraco no roteiro ficou difícil de engolir, ainda mais vindo de uma franquia que costuma ser tão cuidadosa com seus detalhes.

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O tentáculo perdido de Hank em “Procurando Dory“

Foto: Disney/Reprodução

Outro ponto que deixa uma pulga atrás da orelha aparece em “Procurando Dory”. Na animação, Hank, o polvo mal-humorado que vive se camuflando, é chamado de “septopus” por ter apenas sete tentáculos.

Só que polvos, na vida real, conseguem regenerar membros perdidos ao longo do tempo. Então, se Hank perdeu um tentáculo, por que o oitavo nunca começou a crescer de novo?

Pode até ter sido uma escolha visual para dar um charme ao personagem, mas quem entende um pouco de biologia marinha acaba vendo nisso uma chance desperdiçada… ou, quem sabe, uma pesquisa que ficou pela metade.

As memórias que não foram enviadas em “Divertida Mente“

Foto: Disney/Pixar/Reprodução

Em “Divertida Mente”, Alegria e Tristeza passam a maior parte do filme tentando retornar à sede com as memórias centrais de Riley.

No entanto, há uma cena em que personagens secundários enviam uma música diretamente para a sede, o famoso jingle do chiclete. E isso levanta uma dúvida difícil de ignorar. Se esse tipo de envio era possível, por que Alegria não fez o mesmo com as memórias?

A função estava claramente disponível, e a escolha de ignorá-la gera um buraco história.

O remake de “Branca de Neve” que fracassou

Rachel Zegler em “Branca de Neve” (Disney)

Nos últimos anos, a Disney tem investido pesado em remakes live-action e, entre essas adaptações, a nova versão de “Branca de Neve” acabou chamando atenção pelos motivos errados.

O filme teve um orçamento próximo de 250 milhões de dólares e arrecadou cerca de 210 milhões, o que mostrou que nostalgia, sozinha, não garante sucesso.

A produção ainda enfrentou críticas por decisões criativas que dividiram o público, além das polêmicas envolvendo elenco e representatividade.

O resultado final ficou com cara de produto genérico, distante da magia e do encanto da animação original.

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Um silêncio que não faz sentido em “A Pequena Sereia”

Foto: Reprodução

No clássico da Disney “A Pequena Sereia” (1989), Ariel assina um contrato mágico com Úrsula, a bruxa do mar, abrindo mão da própria voz em troca de se tornar humana por três dias. O acordo tem uma condição: se Ariel conseguir um “beijo de amor verdadeiro” do príncipe Eric antes do pôr do sol do terceiro dia, ela permanece humana para sempre. Caso contrário, volta a ser sereia e se torna prisioneira de Úrsula.

Até aí, tudo bem.

Mas tem um detalhe que fica atravessado na garganta de quem assiste com atenção. Afinal, se ela sabe ler e escrever, por que não se comunica com Eric por meio de bilhetes? Bastaria um papel para explicar quem é, por que está muda e quanto tempo tem antes do feitiço se tornar permanente.

O roteiro nunca dá espaço para essa solução simples, criando um furo que desafia a lógica.

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Ciência deixada de lado em “Procurando Nemo”

Foto: Disney/Pixar/Reprodução

Logo no início do filme, a morte de Coral deixa Marlin sozinho com o pequeno Nemo. Mas o que o filme não mostra é que, segundo a biologia, isso mudaria completamente a dinâmica da dupla.

Os peixes-palhaço são hermafroditas protândricos, ou seja, quando a fêmea morre, o macho dominante costuma mudar de sexo e assumir o papel da parceira. Logo, pela lógica natural, Marlin teria se tornado fêmea e formado um novo casal.

Claro que isso quebraria completamente a construção emocional entre pai e filho, mas não deixa de ser um furo curioso para quem gosta de juntar ciência e cinema.

Publicado por

Jéssica Bernardo

Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.

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