“O Conto da Aia” (título original: The Handmaid’s Tale) foi muito mais do que uma série de sucesso. A produção foi um fenômeno que uniu crítica social, ficção e grandes performances para contar uma história poderosa sobre opressão, resistência e sobrevivência feminina. E agora que a série chegou ao fim, muitos fãs têm buscado algo que provoque o mesmo tipo de reflexão e sentimento.
Pensando nisso, reunimos cinco séries que, apesar de diferentes em tom e ambientação, compartilham temas profundos como “O Conto da Aia”.
Yellowjackets (desde 2021)
A série acompanha um time de futebol feminino do ensino médio que sofre um acidente de avião em uma região remota. A partir daí, a história se divide entre os acontecimentos logo após a queda e o que acontece 25 anos depois, quando as sobreviventes ainda tentam lidar com traumas que seguem à espreita.
Mesmo que o foco vá além do realismo e caminhe para o lado psicológico e até sobrenatural, o que aproxima essa série de “O Conto da Aia” é o retrato de mulheres tentando sobreviver em um ambiente brutal e imprevisível.
E assim como na história de June, o passado aqui também insiste em não desaparecer.
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The Leftovers (2014 – 2017)
Logo nos primeiros minutos da série, o mundo é abalado por um acontecimento misterioso: 2% da população desaparece sem deixar rastro.
Esse evento, conhecido como Arrebatamento, afeta profundamente a sociedade, que tenta encontrar sentido no caos. Enquanto muitos tentam seguir em frente, outros se perdem em busca de sentido, dando origem a cultos, doutrinas extremas e líderes que se aproveitam da dor alheia.
Em “The Leftovers”, como em “O Conto da Aia”, a história mostra como o trauma coletivo abre caminho para o surgimento de ideologias rígidas e uma tentativa desesperada de impor uma nova ordem sobre o caos.
Orphan Black (2013 – 2017)
Já imaginou descobrir que você é um clone, e que existem dezenas de versões de você espalhadas por aí? Pois essa é a temática de “Orphan Black”, uma série de ficção científica e drama.
Na produção, a protagonista, Sarah, se vê no centro de uma conspiração envolvendo experimentos genéticos, vigilância constante e instituições que querem controlá-la.
As duas séries são bem diferentes quanto ao estilo, mas se assemelham ao colocar mulheres lutando contra sistemas que as enxergam como recursos ou propriedade. Além disso, assim como June desafia o regime de Gilead, Sarah busca romper com uma estrutura que tenta definir quem ela é, sem seu consentimento.
Colony (2016 – 2018)
A série se passa em uma Los Angeles tomada por uma força autoritária, e mostra como a rotina das pessoas muda drasticamente sob um regime totalitário.
Na história, após uma invasão alienígena, a cidade passa a ser governada por uma autoridade que impõe regras duras, isola famílias e monitora tudo o que os cidadãos fazem.
Nesse cenário tenso, acompanhamos um casal tentando proteger os filhos enquanto se envolve em um perigoso jogo de espionagem e traições.
O cenário lembra bastante o clima controlador de Gilead, com muros que separam, vigilância frequente e a sensação de que qualquer escolha pode ser fatal.
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Silo (desde 2023)
A história desta série se passa em um futuro distante, em que os últimos sobreviventes da humanidade vivem dentro de um grande silo subterrâneo. Ninguém pode sair, e até mesmo questionar o que há lá fora é considerado um crime.
Ou seja, tudo funciona de acordo com regras controladoras, e qualquer tentativa de descobrir a verdade é duramente punida.
A protagonista, Jules, é uma engenheira que começa a questionar o sistema e vai descobrindo aos poucos as mentiras que sustentam aquele modo de vida.
Na série, de maneira parecida com o que ocorre em “O Conto da Aia”, o controle se mantém por meio da desinformação, e a busca pelo conhecimento se torna perigosa e libertadora ao mesmo tempo.
