5 livros de ficção científica sobre Inteligência Artificial que você não pode deixar de ler

Em um mundo onde a inteligência artificial já deixou de ser apenas imaginação e passou a mudar boa parte das nossas vidas, não é surpresa que a ficção científica continue levando leitores a explorar máquinas que pensam, sentem ou até questionam seu lugar no universo.

Então, se você também é atraído por essa temática, aqui vai uma seleção com cinco livros que transportam o leitor direto para o centro dessas reflexões sobre tecnologia, consciência e o futuro da humanidade.

Eu, Robô — Isaac Asimov

“Eu, Robô”, de Isaac Asimov

Muitas pessoas associam o título ao filme estrelado por Will Smith, mas saiba que o livro é bem diferente. Na verdade, ele reúne nove contos distintos, todos ligados pelas famosas Três Leis da Robótica, um conjunto de regras criado para evitar que robôs causem qualquer mal aos humanos.

No entanto, à medida que Asimov apresenta vários cenários, percebemos que a lógica das leis nem sempre funciona como o planejado.

Há, por exemplo, uma robô que começa a se achar superior aos humanos, máquinas que obedecem ordens de forma exageradamente literal e até tramas políticas onde robôs tentam se infiltrar na sociedade.

Com isso, o livro provoca reflexões sobre moralidade, consciência e o futuro da convivência entre homens e máquinas.

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Blade Runner: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? — Philip K. Dick

“Blade Runner: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?”, de Philip K. Dick

O público que curte histórias distópicas precisa conhecer este livro, que mais tarde inspirou o clássico filme “Blade Runner: O Caçador de Androides”.

Aqui, a Terra está destruída após guerras nucleares, e grande parte da vida animal foi extinta. Nesse cenário, Rick Deckard, um caçador de recompensas, tem a missão de localizar e “aposentar” androides que fugiram de Marte para se esconder entre humanos.

Contudo, o que poderia ser só mais uma caçada se complica quando Deckard começa a perceber que esses androides são tão sofisticados que podem sentir emoções, amar ou sofrer, o que o faz questionar: o que nos faz realmente humanos?

A Vida Compartilhada em Uma Admirável Órbita Fechada — Becky Chambers

“A Vida Compartilhada em Uma Admirável Órbita Fechada”, de Becky Chambers

Neste livro, conhecemos Lovelace, uma inteligência artificial que, após ser reinicializada, desperta em um novo corpo sintético com forma humanoide. Antes, ela era apenas o sistema operacional de uma nave espacial, mas agora precisa aprender como viver entre humanos, sentir, se expressar e, acima de tudo, construir sua própria identidade.

Além disso, Lovelace não está sozinha. Isso porque ao seu lado, há Pepper, uma engenheira com um passado marcado por dramas.

Juntas, elas navegam por cidades alienígenas, segredos do passado e lidam com questões sobre liberdade e pertencimento.

Neuromancer — William Gibson

“Neuromancer”, de William Gibson

Neste livro, somos apresentados a Case, um hacker que perdeu a capacidade de acessar o ciberespaço depois de ser envenenado pelos antigos patrões. Então, desesperado para recuperar seu talento, ele aceita trabalhar para um grupo misterioso numa missão que envolve hackear uma poderosa inteligência artificial localizada numa estação espacial.

Só que nada é simples no universo sombrio de Gibson. Afinal de contas, entre ruas sujas de um cenário cyberpunk iluminadas por neon, megacorporações e personagens cheios de implantes tecnológicos, a história vai se complicando cada vez mais.

Aqui, mais do que ação e tecnologia, o livro traz também reflexões sobre identidade, livre-arbítrio e o limite entre homem e máquina, em uma leitura que não é das mais simples, mas que, ainda assim, vale a pena.

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Klara e o Sol — Kazuo Ishiguro

“Klara e o Sol”, de Kazuo Ishiguro

Neste livro delicado, acompanhamos Klara, uma Amiga Artificial, um tipo de androide criado para ser companheiro de crianças.

Logo no início, Klara é escolhida para viver com Josie, uma garota frágil de saúde, em um mundo dividido entre os “elevados” (jovens geneticamente modificados para ter mais sucesso) e os que não passaram por esse processo.

Inclusive, logo no início, ela é comprada para fazer companhia a Josie, uma menina doente que vive em um mundo dividido entre os “elevados” (jovens geneticamente modificados para ter mais sucesso) e os que não passaram por esse processo.

Enquanto observa o cotidiano da família, Klara também desenvolve uma relação simbólica com o Sol, que ela enxerga como uma espécie de força curativa. Aos poucos, sua forma de amar e cuidar ultrapassa a lógica programada e o leitor é levado a refletir sobre o que, de fato, é empatia, lealdade e até mesmo fé.

Publicado por

Jéssica Bernardo

Sou uma profissional de marketing, nasci em 1998, natural do estado de São Paulo, com uma paixão pela leitura e escrita.

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